Achamos que algo perfeito é o que não se ‘mexe’… Mas, só que não!

Fomos ensinados que a perfeição é praticamente algo ‘nato’, que não exige mudanças, que transborda excelência e, com isso, os conflitos se iniciam em nossas mentes e daqueles que ensinamos que “isso” é uma verdade.

Nossas maiores vitimas são nossos filhos. Olhamos para a pessoa que encontramos para compartilhar a vida e falamos: “Ele ou ela é perfeito para mim”! E, se você casasse no dia seguinte – que o/a tivesse conhecido -, sua vida seria sem problemas, já que são ‘perfeitos’ um para o outro? Claro, que não, para dar certo, temos que ‘trabalhar’ e esse caminho é lindo – porém árduo, porque é cheio de coisas para fazer, inclusive se descobrir. Aliás a natureza é perfeita. E, por isso que devemos respeitá-la, cuidando, entendendo seus limites porque só assim ela te ‘dará’ algo. Veja as grandes catástrofes, a maioria delas, ocorreram porque o homem não respeitou a linha tênue que a natureza exige para o seu ‘bom funcionamento’.

Os planos de D’us e a perfeição caminham de mãos dadas – ainda que sejam invisíveis aos nossos olhos, e quem entende isso não tem motivos e nem tempo para reclamar. Mas a tal perfeição, como já disse, não é exatamente como ‘imaginamos’. Uma mulher que por algum motivo não conseguiu engravidar, pode olhar para alguma criança e ‘encontrar’ seu filho, é o chamado encontro de almas, nesse momento ela vivenciou a perfeição. De algo tecnicamente ‘não perfeito’ saiu um plano divino. Uma criança que tem dificuldades em algo, e com isso ‘tem’ que encontrar um outro caminho, de repente encontra seu dom.

Albert Einstein, foi expulso da escola porque não ‘tinha capacidade’ para acompanhar o ritmo, teve dificuldades para falar até oito anos de idade, e virou o gênio que todos sabemos. De uma ‘imperfeição’ encontrou se a perfeição, uma missão. Atrás de todo problema existe uma oportunidade. Pena que muitos desistem no meio do caminho. Em um mundo, onde tudo acontece com um click, muitos não têm paciência de esperar, perseverar e trabalhar para ver o frutificar, da recompensa que está atrás do obstáculo. Queremos tudo rápido. Mas, assim como na natureza, tudo tem seu tempo, o ‘problema’ precisa de maturação necessária, para a ‘larva então virar borboleta’. Não adianta forçar. Tudo tem seu tempo…

Infelizmente pessoas não estão ‘conseguindo se quer respirar’, por não respeitarem esse tempo – nesse mundo insano que criamos dia a dia -, por quererem ir além do seus limites e por acharem que não podem esperar o amanhã. E, nesse ‘desespero’ muitos não conseguem esperar a ‘noite inteira para ver o dia clarear’. Lembre-se: quando seu ‘casulo’ estiver apertado demais, só aí você entenderá a liberdade do voar. Casulos, são ‘problemas’, necessários para nossa preparação. Ninguém pula fases, aliás precisamos parar de achar que isso é uma vantagem, não é. Como disse Picasso: “Não existe construção, sem destruição”. Que da sua ‘destruição’ você erga os mais lindos prédios e monumentos, mas lembre – quando chegar lá -, que um dia a terra teve que ser cavada, e ali foram colocados os alicerces necessários, para aguentar qualquer chuva, vendaval e o que viesse. E, que atrás, de um grande caos apareceu a mais linda criação.

Nurya Ribeiro

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