A vida é como uma bicicleta onde precisamos pedalar para não cairmos.

A constância -sadia- nos dá o passaporte rumo a uma vida para o aproveitamento pleno. Aliás, a paz é constante. Ninguém aguenta um relacionamento inconstante, ele acaba se desgastando, ficando inviável. Claro, que a inconstância é sedutora, pessoas que procuram ‘aventuras’ vão atrás de emoções para sairem de uma rotina. Sem julgamentos. Cada um sabe o que é melhor para si. Mas um dia todos querem sossego. Nosso povo é extremamente emocional, analisemos as músicas, novelas, vida. Isso é bom por um lado. Gostamos, em geral, de ajudar o próximo, mas também adoramos uma ‘sofrência’. O problema é quando esse sofrimento, vira nosso padrão de vida, e ai o bicho pega. Começamos a exagerar em emoções fúteis, mas a vida – funcional – só ‘funciona’ em constância sadia. Para um exercício fazer efeito precisamos de dias, meses e anos.

Uma alimentação saudável é todo dia. Um casamento bem sucedido necessita de manutenção diária. Uma criança educada não é aquela que ganha ‘recompensa’ por ter se comportado em tal lugar, é obrigação dela ser comportada todos os dias. Pessoas bem sucedidas, tem o domínio da constância. Sabem o poder do hábito – em repetir e repetir -, e aprendem a tirar prazer disso. E mais, a constância traz progressos. Aprender que independente do que sinto, a bússola para o caminhar bem-sucedido está na repetição. Valorizamos o talento e gostamos de ver tudo pronto. Mas, o suor por trás é determinante para o espetáculo acontecer. Condenamos a rotina a denominamos como ‘chata’. Achamos que a grama do vizinho é sempre mais verde e ‘fácil. Mas pode ter certeza, que você está onde é necessário para vivenciar experiências incríveis. Basta decidir para onde quer ir e virar o melhor amigo da constância. Sim, um dia após o outro, faz o milagre acontecer.

A vida é – sempre – constante e quando paramos morremos. Como um passeio de bicicleta, podemos curtir a paisagem, sentir a brisa no rosto, descobrir flores novas, achar novos caminhos, e ir rumo onde queremos. Porém há pessoas que só sentem a perna doer, reclamar e não conseguem se concentrar nos presentes que essa trilha, lhe proporcionará. Escolhas – sempre – temos muitas, basta somente decidimos onde queremos ir e mantermos a constância necessária para colhermos os frutos.

Nurya Ribeiro

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