Cresci escutando: “Você só consegue ir à algum lugar, se souber de onde está saindo”. E, será que nós mulheres sabemos nosso real poder e valor”?

Claro, que merecemos e temos, ou deveríamos ter – todos – os direitos, no mercado de trabalho e sociedade – os mesmos que os homens.

Afinal, se temos os mesmos cargos e responsabilidades, qual a dúvida em termos os direitos iguais? Mas tudo é muito recente. A mulher ‘saiu’ de casa para trabalhar a ‘pouco tempo’. Aliás ganhamos o direito de voto em 1932 – foi ‘ontem’, e mesmo assim com muitas limitações. E, com isso, passo a passo vamos caminhando. Hoje gigantes de todas as áreas gritam pelos direitos – justos – de quem consegue fazer – com excelência – mil coisas ao mesmo tempo. Sim, chupamos cana, assobiamos, fazemos comida, relatório do trabalho, educação das crianças, atenção do companheiro e tudo que tiver que fazer. Afinal, não é de hoje que se o pai não pagar a pensão, e cumprir com sua ‘obrigação’ a mãe tem que se virar, como muitas são arrimo – e exemplo – de família. Mas, o nosso ‘poder’ não é de hoje. Mulheres bíblicas, mostraram para que ‘vieram’, usando seu talento feminino. A rainha Esther, único livro bíblico que não menciona o nome de D’us, salvou seu povo de forma linda e única, usando inteligência, entendimento e respeitando o poder espiritual. Abraão, enquanto rezava pedindo uma direção, D’us lhe falou: “…Em tudo que Sara (sua mulher) te disser, ouve a sua voz…” (Genesis 21:12). Mesmo ele querendo ir por um -outro – caminho, ele teve que ir pelo caminho que sua mulher havia falado. Uau, para aquelas que levantam bandeiras, e dizem que nunca fomos valorizadas, aqui está um banho de ‘empoderamento’ – não é essa a palavra da moda? Sim, sempre tivemos a oportunidade de estar no nosso lugar. Único, e pasmem, insubstituível. Mas, muitas ainda e infelizmente não se ‘encontraram’. Aliás lutar por direitos – que são nossos – é uma coisa, mas entender que o nosso potencial vai além de qualquer direito, é outro. Temos um poder incrível de conquistar aquilo que queremos. De ver além do material, e de dar forma aquilo que é abstrato. Somos mulheres com todo potencial, sim poder – que D’us nos delegou. E, que responsabilidade que isso nos cabe.

Pode demorar, mas é claro que conquistaremos nossos direitos na sociedade. Porém, que saibamos que não precisamos ‘conquistar’ aquilo que não nos pertence. Nosso poder feminino vai além de algo, que ‘precisaríamos’, por uma ‘faca na garganta’ do outro para conquistar. Aliás, esse não é nosso estilo. Uma coisa realmente precisamos, ensinar à futuras gerações, e talvez a essa – de hoje, que ser mulher não é, e não deve ser, desmerecer ninguém. Entender que o sol, não compete com a lua. Que cada um tem o seu espaço – único – e ‘precisa’ do outro. Somos ‘encaixes’ em um mundo, que – atualmente -prega um individualismo burro e insignificante. Que o meu poder ‘feminino’, embeleza o seu ‘masculino’ e assim jogamos o jogo ‘ganha- ganha’ e não um ‘perde-ganha’ que acaba em ‘perde-perde’.

        Que durante o percurso da conquista pelos nossos direitos, não deixemos ao longo do caminho nossa identidade… Essa que nos faz sermos quem somos: Mulheres ( com M maiúsculo).

Nurya Ribeiro

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