Durante a vida, muitas verdades nos foram apresentadas, como roupas lindas, onde algumas vezes, não nos caiam tão bem.

Aliás ‘somos feitos’ em cima de crenças, de avós/pais e gerações que nem conhecemos. E, assim, de um em um, como um telefone sem fio, fomos obrigados a vestir ‘verdades’ que para nós – muitas vezes – foram e são mentiras. Como fantoches, fazemos aquilo, que o ‘nosso dono’ manda… E um dia, nos damos conta que ou tomamos posse da nossa vida, ou faremos sempre o que um dia alguém – que provavelmente nunca conheci – ‘falou que era certo’. Achamos, ou melhor ‘pegamos a crença’ – muitas vezes – que mãe, é aquela que engravidou. Que o vinculo vem do amamentar. Que o amor tem que ser sentido. Que o direito é daquele que grita. Que posso falar, o que quiser deliberadamente, que julgo – o outro – segundo ‘as crenças que acredito’ e assim por diante, tamanha babaquice e mentiras. E, com tudo isso, passamos uma vida tentando entrar em moldes que não nos pertencem, e a grande maioria entra.

Mas com o tempo aquela couraça de aço vai nos deformando -. Mágoas, medos, doenças vão surgindo tamanho o ‘aperto’ onde nos propusemos a viver. Tudo perde o brilho, o aperto chega a ser sufocante, e uma hora ou escolhemos o ‘entorpecimento’ para tentarmos continuar a ‘viver’ – uma vida miserável – ou então, damos o ‘start’ pelo ‘desespero’ em ver que não dá mais. Aliás grandes bençãos, vem – muitas vezes – revestidas de problemas. Grandes descobrimentos, onde achávamos que teríamos grandes ‘perdas’. É, nessa hora que a verdadeira mãe descobre, que nenhuma barriga é capaz de mensurar a grandeza da maternidade. Aliás a barriga é só um meio – seja dela ou não. Que o verdadeiro vínculo vai além de qualquer peito. Que o amor, só é amor quando passa do campo de sentimento, para o campo da ação. Que o direito de falar ‘o que o quero’ – de forma desrespeitosa, muitas vezes – um dia será cobrado com nossa própria vida. Aliás como diz em Salmos (34:13-14): “Quem é o homem que deseja a vida? Que proteja sua língua da maledicência”. Ou seja, existem leis muita acima do nosso entendimento humano, que somos responsáveis pelo que falamos e fazemos! E, por ai vai.

Enfim, quando quebramos a couraça, que não nos pertence, descobrimos nossas verdades. Tomamos as rédeas da nossa vida, e nos abrimos para fazer o que precisamos fazer. Para o que viemos para fazer. Aqueles que abandonam uma vida que não é sua, não se lamentam, e nem choram pelo ‘leite derramado’, mas sim sentem a liberdade de colocar ‘a roupa’ que lhe cai bem, sem apertos ou excessos, porém somente o que lhe serve. Isso é libertador. Aliás a verdade é libertadora!

Nurya Ribeiro

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