Desde a mais tenra idade temos que aprender a ‘nos impor’.

Queremos vencer, aparecer, nos destacar no meio que escolhemos. Seja na vida pessoal, profissional. Queremos ‘ser pertencentes’ a algo. Procuramos nichos, ideologias, e vamos nos encaixando. E, com isso ‘vozes’ vão surgindo e o “Eu acho”, tornando verdadeiros ‘bezerros de ouro’ para serem adorados! E, em um piscar de olhos viramos reféns daquilo em que nos ‘amarramos’.

Claro, que temos nosso critérios em relação as nossas escolhas. Nossos valores, que foram nos passado, através da nossa historia e de nossos antepassados, vão nos guiando ao que é certo ou não – no nosso ponto de vista. Lógico que o que é o certo para um, pode não ser para o outro. Mas isso não interessa… Passamos como um rolo compressor em cima dos outros. Vamos para redes sociais e depois de postar algo, principalmente sobre política – ultimamente – podemos contar três, dois, um e logo aparece um comentário com: ‘Eu não acho isso’. Pessoas são instigadas – o tempo todo – a darem as suas opiniões. Verdadeiros ‘ativistas de sofás’ que querem, na maioria das vezes, jogar ‘goela abaixo’ suas verdades. Para que isso? Por que as pessoas têm necessidades de colocar suas verdades? E, ficam buscando isso. Como se não tivessem auto controle, e ainda fossem compulsivos. São instigados a alimentar e impor sua ‘verdade’ todos os dias. Por que não cuidam da sua vida, fazendo o que acham correto, ao invés de perder seu tempo ‘em corrigir’ o outro? A melhor mudança é aquela vista na sua própria vida e não dita. A palavra convence, mas o exemplo arrasta. Claro, que existem coisas que devem ser ditas. Mas observe as redes sociais. Quantos dos posts, são funcionais? Quantos são ideologia própria , ou melhor, ‘achismos’ que a necessidade é de convencer o outro?

Será, que como uma atitude elegante, não deveríamos deixar cada um viver a sua vida? Que direito tenho eu, de falar que a vida do outro tá assim e assado, sendo que não fui convidada a fazer parte? Vamos virando reféns de bandeiras mentirosas que levantamos. De carências expostas de forma horríveis em redes sociais, onde questões – particulares – mal resolvidas são ‘vendidas’ como um marketing fajuto. E mais, será o que você posta, ajuda – realmente – alguém?
Poucos têm a humildade, e isso inclui uma trava na língua, e um exercício de auto controle diário, de respeitar a opinião do outro, e não se meter no espaço do próximo. Poucos, têm a elegância de olhar para seu ‘umbigo’ e achar que ele não é tão atraente para ser mostrado. E, menos ainda, pouquíssimos, têm a decência em ver que não são donos da verdade. Ah, isso é só para aqueles que são melhores amigos da sabedoria – a verdadeira.

Nurya Ribeiro

 

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