Fala-se tanto que a ‘salvação’ do mundo está na educação. Mas, essa vai muito além de qualquer matéria.

A educação que precisamos é vivencial, orgânica. Aquela passada de avós, pais e filhos. Aquela, que acontece no almoço, jantar, longe de tablets ou qualquer distração. Aquela que os pais não precisam dar o ‘sermão do porquê não’ ou justificativas. E, que a última palavra – se necessário – é a deles – e dane se a ‘filosofia do trauma’.

Mas, de uns tempos para cá, essa educação – dos pais – foi delegada para uma ‘escola’, onde as que aprendem mais de uma língua e terão muito mais chance de sucesso fora do país.

Pobres professores, que pegaram para si, ou melhor, estão sendo obrigados a chamar para si responsabilidades que – na real – não são deles, e sim de pais que as negligenciam.

E, aí a bagunça começa. Crianças que têm tudo material, mas sem base. Crianças órfãs de educação, moral, mas disponíveis a todas tecnologia, modismo e podridão do mundo. Crianças, cujos responsáveis ensinaram que o grande ‘barato’ é ir visitar um homem fantasiado de rato, e ainda justificam, que tem que ir antes dos três anos, porque nessa idade a criança – ainda – acredita na ‘magia’, do encontro do Mouse, princesas e príncipes.

E, quando crescem ficam – na grande maioria – adultos emocionalmente burros a espera do ‘homem/mulher perfeitos’, para os fazerem ‘felizes para sempre’. Crianças, que não sabem valorizar a natureza, porque os pais nunca a conheceram, e ainda desenvolveram ‘alergia’ a qualquer mato, na sua frente.

Crianças que ficam ‘loucas’ com realidade virtual – no ‘tal parque’, mas que não se encantam com a realidade – viva – disponível em qualquer árvore na esquina. Crianças, que crescem como gatinhos de apartamento – onde as unhas são arrancadas, para não estragar os móveis -, e que são ensinadas a fazerem o que querem, para serem ‘felizes’ – já que escutavam isso dos pais ‘durante a vida toda’, mas não entenderam que para chegar lá – no sucesso -, o caminho é árduo e tem que fazer o que é ‘chato’ – e, ainda, todos os dias.

Que a frustração em não ganhar as coisas é até mais importante, já que terão que aprender a lidar com o ‘não’ diariamente. Esse não é muito melhor do que o presente fácil, jogado no canto da casa.

Que a liberdade, só é possível com a vigilância. Sim, aquele junk food que todos acham que ‘em doses’ moderadas’ – todos os dias – não faz mal.

Na verdade, seria como dar veneno de conta gotas. Que o ser ‘dono do seu nariz’, consiste em respeitar a si mesmo e também o outro. Que sair com a roupa que quiser, na verdade não existe, já que você terá que trabalhar com a roupa ‘que é apropriada’ para o local, e que sim, existem pessoas na rua que não sabem se controlar – são como animais. Triste, mas real. Que a conquista do espaço feminino não é dançar em um programa seminua, ou sair com roupas cada vez mais curtas. Se ‘eles’ estivessem – realmente- interessados no seu talento, você não precisaria mostrar partes íntimas. Definitivamente, isso não mostra quem você é!

E, por fim, ‘educação’, ou melhor, o que acham que é educação sem valores idôneos, de nada vale. Lembre-se, quem construiu grandes campos de concentração, e até hoje grandes atrocidades, foram ‘pessoas estudadas’: Engenheiros, arquitetos, e por ai vai. Mas, que não tinham escrúpulos.

Achar que a ‘educação’, por si só salvará o mundo, sem uma base, é uma ingenuidade, algo muito vago. Enquanto estivermos delegando uma educação, que cabe aos pais/responsáveis, – uma formação de caráter e exemplos – para os outros, não poderemos esperar nada além de pessoas que um dia se encantarão por algum fanatismo político, ‘ideológico’ ou coisas piores e ‘sairão atirando’, e fazendo grandes besteiras, como já conhecemos.

Que nossas crianças, possam adquirir valores verdadeiros – através de pais e familiares, que sejam poderosos alicerces, tão bem fincados em suas vidas, para serem como ”a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá seu fruto no seu tempo, as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (salmo1:3). E, edificarão todos ao seu redor.

Nurya Ribeiro

 

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