Somos criados em cima de necessidades que não são nossas.

Precisamos, precisamos e, quando olhamos para o lado, vemos que ‘precisamos’ – só porque o outro tem.

A forma como ‘encaramos’ as coisas faz toda a diferença. Existe aquele que chora porque foi roubado, e o outro que fica feliz porque agora poderá comprar algo novo, já que o ladrão levou o que era dele.

Nesse mundo de redes sociais, é muito fácil perder o ‘prumo’ da realidade. Sempre a grama do vizinho lhe parece mais verde, mas claro que isso pode ser uma cilada. O que na maioria das vezes é! A grama – que achamos o máximo – pode ser artificial, de plástico, ou seja, uma mentira.

Ficamos horas – diariamente – sendo bombardeados por ‘notícias’, ‘informações’, que nos tiram da nossa ‘vida’, e com isso adquirimos referenciais que nem sempre são saudáveis.

E, nessa loucura paramos de ver o que nós temos. Verdadeiros milagres acontecem todos os dias. Você acordou? Tem gente que não! Está sem dor? Está seguro? Tem família? Trabalho? Tem membros perfeitos? E, milhares de coisas que temos e nem ligamos. Há pessoas que ficam reclamando por que estão cansadas do trabalho, pela exaustão em cuidar de filhos e etc. Sei que não é fácil. A loucura do dia a dia, se deixarmos, nos engole. Filhos conseguem nos tirar do ‘centro’, e com tantas mentiras sobre a ‘tal’ maternidade, somos ‘tolhidas’ por crenças idiotas, e – então – nos sentimos culpadas por querer ‘esganar’ aquele ‘ser’, porque nos ‘adestraram’ sobre o ‘amor incondicional’, ‘do padecer no paraíso’ e que nessas horas, de desespero, deve ser um puxadinho no meio do inferno.

Mas, apesar de tudo isso, esse é o preço que pagamos por estarmos onde estamos. Tudo tem seu preço! Então, o que nos cabe é ver o lado que esquecemos diariamente. A dadiva que é a vida. Agradecer é a porta para ver e entender quem somos e do que realmente necessitamos. Já experimentou ficar dez minutos só agradecendo? Falar que não tem tempo é uma mentira porque você fica em redes sociais muito mais que isso. Quando começamos a agradecer enxergamos que necessitamos de tão pouco, e que D’us é generoso demais conosco. Que minha grama, pode estar seca, mas que tenho forças para rega-la e a cada dia ver a sua transformação. Que o ‘milagre’ que espero pode estar me esperando – jogado na gaveta de casa, ou em uma nova forma de ver o ‘até então’ problema. E, que estou onde preciso para a minha mudança. A vida ganha outro significado para a pessoa grata. Ela não tem tempo de reclamar – e de que adianta? Saber que as coisas acontecem no seu tempo, e o que enquanto uns esperam sentados, o meu movimento é que me põe em contato com o que preciso. Já faz toda diferença. Agradecer nos tirar do papel de vítima, e coloca no papel de merecedor. Pessoas vitoriosas não são coitadas, e sim guerreira.

Nurya Ribeiro

 

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