Viver e entender, a hora – certa – de cada coisa, é uma dádiva.

Elegância é uma das palavras que está quase escassa no comportamento humano. A ‘moda’ do hedonismo – busca pelo prazer – ‘posso ser o que quiser, comer, beber e viver a qualquer custo como se não houvesse amanhã’ -, tomou conta e virou um ‘advogado’, para se ter o aval e levar uma vida desregrada, mal-educada que é a porta para o fim da linha. Mas, uma das maiores bênçãos na vida é o poder de escolha, e isso na maioria das vezes, nos mostra que o melhor caminho não é o ‘das massas’. E, então tenho que aprender a me posicionar.

Claro, que as massas escolhem o caminho mais fácil, a ‘comida instantânea que é mais rápida e enganosamente mais gostosa’, aquele ‘ser legal’ que todos gostam e que adora ser admirado -ainda que de forma errada- o famoso ‘bonzão’. Pessoas gostam de -admirar- ‘vidas de Facebook’, onde tudo é lindo. Mas quem tem um tesouro não mostra. Aquele que entende o valor de cada coisa tem elegância e classe. Como disse o homem mais sábio do mundo, o Rei Salomão: ‘A graça é enganosa, e a beleza é vã’ (Provérbio 31:30) . Como isso é atual! Todos nós precisamos ter algo a mais que a ‘beleza’, ‘superficialidade’ e ‘a vida fácil’.

Aliás, viver requer regras, um trabalhar constante para um edificar produtivo. O ‘viver como se não houvesse o amanhã’, não existe, e sempre a conta chega no ‘amanhã, que a pessoa achava não existir’. Uns têm a sorte de acordar no dia seguinte – para recomeçar -, outros são ceifados sem dó e piedade.

A vida passa rápido, e uns decidem ser mais que um número no RG. Esses, de sábia posição, encontram o real propósito de terem nascido. Mas a maioria, infelizmente, não.

Esses querem somente aproveitar. E, como tudo tem um preço, um dia a conta chega. Claro, que não ‘fazer parte da maioria’, exige um esforço, e como já disse uma postura, isso marca e chama a atenção. O distanciar é, na grande maioria, necessário.

Aliás a nosso posicionamento afasta – por si só – aqueles que não estão na mesma sintonia que a nossa – fato! Mas, nunca fique triste por isso – pela distância -, ou pela pessoa não ter dado aquilo que você ‘esperava’.

Na verdade, isso é uma grande benção, um presente de D’us, uma revelação de quem elas são. Existem pessoas que decidiram não ser quem D’us sonhou que elas fossem, o grande livre-arbítrio em jogo. Mas aqueles que decidem trilhar o caminho para o qual vieram sabem controlar suas emoções, não ficam chorando pelo que descobrem, ainda que ruim, sabem a hora de romper com o sofrimento e decidem agradecer, viver o que lhes cabe e com isso escolhem a estrada certa.

Que a elegância em viver cada momento coroe sua vida com estilo, simplicidade e sabedoria.

Nurya Ribeiro

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