Jornais dão o tom da desgraça. Mas o que você quer enxergar?

Tem gente que só vê, ou melhor ‘escolheu’ ver, desgraça em tudo. O ‘bom’ está sempre onde não estão. E afirmam: “A melhor vida é fora do país”, “O povo daqui não presta”. O casamento bom é do outro e a grama do vizinho é sempre a mais verdinha.

Ah, pobres pessoas que decidiram enxergar a vida com as lentes mais pessimistas e tristes que existem. Mas, o melhor presente que recebemos chama se: livre arbítrio. E nós podemos escolher encarar a vida como bem entendemos.

Como é bom decidir ver beleza na vida. Como é maravilhoso ver beleza em todas as criações de D’us. Como é delicioso decidir viver e não mostrar que ‘se vive’ nas redes sociais. Como é bom decidir aproveitar tudo que tem nesse mundo, e que foi feito exatamente para mim. Ah, se as pessoas soubessem que precisamos nos abrir para viver aquilo para o qual formos feitos. Se pudessem ver – previamente – o que nos está destinado – verdadeiras joias – teriam coragem de sair da zona de conforto.

Alguns acham que viver é se esbaldar com coisas, que no fundo, as destroem. Precisam de ‘muletas’ para ‘aproveitar’ a vida. Isso, na verdade, chama-se autodestruição ou em outros casos auto sabotagem.

Entender e aproveitar as belezas ao seu redor é tão simples que até assusta. É se deparar com algum ‘problema’ e saber que ele está lá exatamente para eu aprender com ele.

Olhar a ‘chuva’ e saber que ela é necessária para regar as mais lindas flores e que só poderei comer do seu fruto se eu entender a importância – dessa chuva. Entender que para cada coisa há um tempo determinado e que para meu bem não devo seguir as tendências que não ‘encontram eco’ em mim. Que não, não ficarei defasado, se não acompanhar as ‘últimas tendências da educação’. A pausa é necessária na nossa vida, é melhor eu parar por conta própria, senão a vida se encarregara disso. Se não tenho como fugir de algo, que seja o meu trampolim para mudanças. Que culpa não serve para nada, no máximo como um ‘toque’ para, desta vez, eu fazer diferente.

Você sempre terá escolha de enxergar o que e como quiser. Esse poder de escolha é tão poderoso que a maioria não tem coragem de usar. É mais fácil reclamar do que mudar. Ser dono da própria história é ser comprometido com seus atos e entender que somos coautores desse mundo e da nossa história.

Pessoas que decidem se abrir para a beleza da vida, mudam atitudes, seguram a língua e trabalham no que é necessário. Dão adeus ao mundo de mentiras e de sensações que o mundo material jamais será capaz em dar. Enfim entendem que verdadeiras ‘bombas’ na nossa vida e sociedade, são necessárias para encontrar tesouros que estão enterrados.

Nurya Ribeiro