Diz um ditado judaico: “O homem se distingue por meio do seu copo, seu bolso e sua raiva”. Isso é tão verdadeiro!

Comecemos pelo copo, ou melhor, para abranger usaremos a comida, estamos vendo um movimento crescente de pessoas obesas, doentes por causa da alimentação. Pessoas que vão para os Estados Unidos e acham o máximo o tamanho das porções, sacos de batatas, refil de refrigerante, donos de restaurantes orgulhosos porque fazem o maior hot dog ou hambúrguer, e ao olhar os ingredientes de um alimento no supermercado parece bula de remédio.

Infelizmente o Brasil tem copiado isso, nossas porções estão ficando gigantes, e cheias de coisas que não precisamos – tipo realçador de sabor, temperos que não têm nada de tempero e etc. Pessoas que perderam o respeito com o corpo e como prêmio ganham quilos e mais quilos acompanhado de doenças, vícios e acabam com um estilo de vida medíocre, já que não têm energia para viver. Vão perdendo a ‘funcionalidade’. Pessoas que só encontram prazem em comer. Corpo envenenado – de tanto junk food – que ‘fecham a porta’ para uma alma cada vez mais sedenta, já que o tesão da vida acabou sendo uma comida e não a importância em viver.

E, vamos para o bolso… Se ele te dominou, e virou o ator principal da sua vida, fonte de segurança, sinto lhe dizer, mas você vive uma mentira. O mundo de enganações em revista onde o ‘holofote’ esta no dinheiro, e ninguém nota a vida medíocre – muitas vezes – do poderoso. Mentiras ‘photoshopadas’ vendidas diariamente em redes sociais, revistas, televisão. Quantas pessoas colocaram seus sonhos, vida em cima do dinheiro e a vida – como é característica dela – mudou da noite pro dia e essas pessoas perderam o chão? Quantas crianças crescendo com valores onde a marca é mais importante? Quantos presentes são dados para silenciar o choro/frustração, a alma sedenta pelo meio errado. Quanto dinheiro é gasto para tapar uma ferida que não quero curar. Não estou falando para você ser irresponsável, pelo contrário, os dois extremos são de extrema irresponsabilidade. Sempre ouvi que ‘dinheiro não aceita desaforo’. Pessoas que gastam seu dinheiro de forma leviana, um dia a conta chega. Respeitar o dinheiro é saber usá-lo para o que ele foi feito para ser, e isso vai – também – além de nós e nossa família. Sim, com quem necessita. E mais, usar seu dinheiro com sabedoria implica em não colocar o seu ‘motivo de viver’ nele. Não ser ‘prisioneiro’ e submisso a ele.

Enfim os sentimentos, vemos pessoas parando de se falar por não entenderem e nem dar o direito para outro de entende-lo. Pessoas que o ‘melhor amigo’ – burro – é o : “Eu sou assim, e não mudarei. Orgulhos imbecis. Raivas descontroladas que só querem ver sangue, como se isso fosse a solução. Famílias desfeitas, por falta de compaixão, e aventuras momentâneas. Sentimentos descontrolados que adoecem uma família inteira. ‘Verdades absolutas’, construídas em cima de bancos de areias.

Durante a vida toda somos instigados/ ‘doutrinados’ para saber lidar com essas três coisas. São verdadeiras pedras brutas. Uns as lapidam e viram preciosas.E, então saímos com verdadeiros galardões. Outros os descartam por preguiça do ‘trabalho’. E, há alguns que conseguem as deixar mais ‘feias’, esfoladas ao serem dominadas por paixões desenfreadas. Tudo podemos aproveitar de forma linda, e – pasmem –  transbordante. Mas cada um tem que estar em seu devido lugar, e isso demanda tempo, trabalho e autoconhecimento. Entendimento do porque estamos aqui. Que nossa imagem e semelhança não vem de algo material e sim espiritual.

Nurya Ribeiro

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