Ah como gosto de viver, e acho que isso tem a ver com observar.

Lembro na época da faculdade, quando um professor de roteiro pediu que saíssemos na rua e observássemos. A partir dai nunca mais parei.

Entendi que na observação (a genuína) você encontra verdadeiros ‘sentidos’. Sentidos de vida, entender o que realmente importa, nos encontrarmos e não termos medo de encarar o que somos.

Como é bom ver a beleza no mundo e deletar aquilo que não nos acrescenta nada. Quando observamos, temos noções de mudanças. Aprendemos a ser como a fênix – que pela mitologia grega renasce das próprias cinzas.

Tenho uma ‘peninha’ das pessoas que falam: “Sou assim desde sempre”. Coitadas, nunca podem mudar de ‘roupa’. Nunca sentiram as mudanças no corpo, nunca se permitiram mudar de opinião, experimentar outras sensações.

Essas pessoas não querem o colorido já que ‘pré determinaram’ que o preto é a melhor opção. Para essas pessoas, todos os dias são uma m… e o mundo não tem solução. E, quem disse que ele precisa ter? Será que não é você que veio aqui para se transformar? Aliás, a mudança deve ocorrer primeiro na gente.

Como é bom ter várias vidas nessa vida, como é bom jogar culpas foras e viver. Me desculpe Freud, e outros que adoram ‘pais e infâncias’, chega uma hora em que precisamos ‘trocar de vida’ e nos elevarmos, deixarmos de apontar o dedo, e olharmos para o braço, nos dar uma chance, e observar com orgulho as cicatrizes.

Adoro ver que a mãe que eu fui algum tempo atrás, com todas as bobeiras possíveis na cabeça de modismo, e que celebrava o amor incondicional, mudou e hoje fala para os filhos: “Vocês são tão importantes quanto eu, nem mais nem menos!” Sim, crianças não podem crescer pensando que eles são mais importantes do que nós. Eu tenho tanto valor quanto eles. Adoro jogar fora todas as bobeiras que me falaram da vida, carregadas de ‘achismo’ e verdades carregadas de tempos que inventamos, no lixo.

Adoro saber que a mulher que casou de vestido de noiva  conseguiu se achar no respeito do outro e aprendeu que o amor é feito no dia a dia. Adoro ver que ela cresceu, e vê a importância do que realmente vale. Adoro essa mulher que tem um super poder de ‘ficar surda’ quando lhe convém e fazer cara de azulejo. Sim, temos esse poder e vale mais que a tonta da Mulher Gato que precisa colocar um ‘colã’ e não pode engordar uma grama.

Adoro saber que a mulher que um dia ‘morreu’ ao enterrar um ente querido, ‘ganhou mais uma vida’ e se apegou ao que realmente importa, e com isso aprendeu a amar as vidas que lhes restam ainda nessa vida terrena. Como diz meu filho, quando alguém fala que ele não pode ser um Super Herói: “Eu posso ser quem eu quiser!”. Mas ele nem imagina, que durante essa vida, teremos ‘poderes’ tão mais profundos – que os Super Heróis – capazes de nos transformarmos em quem nunca imaginamos. E, que seja sempre para nosso bem.

Nurya Ribeiro

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